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Goiás aposta em biometano e terras raras para liderar a transição energética no Brasil

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Goiás mira protagonismo na energia limpa

O estado de Goiás reforça sua meta de se tornar uma das principais referências em energia limpa e sustentável do país. A Conferência Brasileira de Bioenergia e Transição Energética, realizada nos dias 14 e 15 de outubro, em Goiânia, reuniu representantes do governo, da indústria, da academia e da sociedade civil para debater políticas públicas, inovação e investimentos em fontes renováveis.

O evento foi promovido pela Subsecretaria de Energia, Telecomunicações e Cidades Inteligentes da Secretaria-Geral de Governo (SGG), com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

Potencial energético e industrial

O presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar e presidente da Fieg, André Rocha, destacou que Goiás possui um dos maiores potenciais energéticos e industriais do Brasil.

“Nosso estado tem vocação natural para avançar nesse tema. A combinação entre agroindústria forte, tecnologia e capital humano nos coloca em posição de destaque para desenvolver soluções energéticas de impacto social e ambiental positivo”, afirmou.

Terras raras: um ativo estratégico para o futuro

Entre os temas em evidência, as terras raras foram apontadas como um recurso estratégico para a transição energética e a indústria tecnológica. O grupo de 17 elementos é essencial na fabricação de motores elétricos, turbinas eólicas, baterias, painéis solares e equipamentos eletrônicos.

André Rocha reforçou a importância de agregar valor à produção:

“O desafio é avançar no beneficiamento local e na industrialização, garantindo sustentabilidade ambiental. Com planejamento, inovação e governança, Goiás pode se tornar um polo estratégico mundial de terras raras e contribuir diretamente para o desenvolvimento tecnológico do Brasil.”

Estado assume protagonismo na transição energética

Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, a conferência consolidou o papel de Goiás como líder na transição energética nacional.

“A conferência reforçou o protagonismo do estado na busca por soluções sustentáveis e inovadoras. É uma oportunidade de dialogar com o Brasil sobre bioenergia e biocombustíveis, e de trabalhar juntos para liderar essa transformação”, destacou.

Inovação e sustentabilidade em debate

O evento promoveu discussões sobre tecnologias limpas para transporte pesado, expansão da produção de biogás e biometano, e desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, como hidrogênio verde, metanol, amônia e SAF (combustível sustentável de aviação).

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O superintendente de Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Márcio Lago Couto, apresentou o Plano Estadual de Energia – Goiás 2030, que traça metas para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética estadual.

Já a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andrea Vulcanis, coordenou o painel Transição Verde, abordando a integração entre crescimento econômico e sustentabilidade.

O presidente da Fapeg, Marcos Fernando Arriel, também ressaltou a importância dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação voltados ao setor energético.

Biometano ganha destaque como combustível do futuro

O biometano foi um dos principais destaques da conferência, sendo apresentado como combustível estratégico para a descarbonização do transporte e fortalecimento da economia regional.

Produzido a partir do biogás — resultante da decomposição de resíduos orgânicos como vinhaça da cana e esterco bovino —, o combustível vem ganhando espaço em Goiás com iniciativas concretas, como:

  • Jalles e Albioma firmaram contrato para implantar uma planta de produção de biometano, com previsão de operação em 2026;
  • O Governo de Goiás planeja colocar 500 ônibus movidos a biometano em circulação na Região Metropolitana de Goiânia até 2026;
  • O estado também avança na produção de biodiesel a partir de sebo bovino, ampliando a diversificação da matriz energética.
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Essas ações fazem parte de uma estratégia integrada para gerar energia limpa, reduzir emissões de carbono e impulsionar novos negócios e empregos no interior do estado.

Goiás caminha para uma economia de baixo carbono

Com base agroindustrial sólida e políticas públicas voltadas à inovação, Goiás se consolida como referência nacional em bioenergia e sustentabilidade.

Os debates da conferência evidenciaram que a integração entre pesquisa, setor produtivo e governo é essencial para impulsionar o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, competitiva e socialmente inclusiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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