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Açúcar mantém trajetória de recuperação global mesmo com ajustes nas cotações

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Apesar de uma leve correção nos preços nesta sexta-feira (27), o mercado internacional do açúcar segue sustentado por fundamentos positivos. No Brasil, após sequência de altas, o indicador paulista apresentou recuo pontual, mas ainda acumula valorização no mês.

Correção técnica marca fechamento nas bolsas internacionais

O mercado de açúcar registrou um movimento de ajuste após recentes valorizações nas bolsas globais.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia em leve baixa. O contrato maio/26 recuou 0,11 cent, sendo cotado a 15,76 cents de dólar por libra-peso. O julho/26 caiu 0,07 cent, para 15,96 cents/lbp, enquanto o outubro/26 registrou queda de 0,04 cent, fechando a 16,31 cents/lbp. Os vencimentos mais longos apresentaram variações mistas, indicando cautela dos investidores após a recente alta.

Mercado europeu apresenta variações mistas e leve sustentação

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco apresentou comportamento misto, com leve viés de sustentação em parte dos contratos.

O contrato maio/26 recuou US$ 1,00, sendo negociado a US$ 458,60 por tonelada. Já o agosto/26 avançou US$ 0,20, para US$ 460,80, enquanto o outubro/26 subiu US$ 1,20, encerrando a US$ 463,70 por tonelada. Os demais vencimentos também registraram leves altas, reforçando a sustentação do mercado europeu.

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Indicador paulista recua, mas mantém alta acumulada em março

No mercado interno, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou queda de 0,52% nesta sexta-feira (27).

A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 103,29. Apesar do recuo no dia, o indicador ainda acumula alta de 4,77% em março, refletindo a recuperação recente no mercado físico.

Demanda por etanol e petróleo sustentam cenário positivo

Mesmo com as perdas pontuais, o mercado internacional do açúcar permanece sustentado por fatores estruturais relevantes.

Entre os principais vetores estão as oscilações nos preços do petróleo, que influenciam diretamente a competitividade do etanol, e a expectativa de maior direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de biocombustível na safra 2026/27.

Dados da UNICA reforçam essa tendência. Na primeira quinzena de março, as vendas de etanol somaram 1,25 bilhão de litros, indicando maior foco das usinas no biocombustível.

Produção no Centro-Sul segue elevada e garante oferta relevante

Apesar do maior direcionamento ao etanol, a produção de açúcar segue robusta no Brasil.

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A produção acumulada na região Centro-Sul atingiu 40,25 milhões de toneladas, com leve avanço na comparação anual. O volume reforça que a oferta permanece significativa, contribuindo para o equilíbrio do mercado global.

Perspectiva mantém viés positivo para o açúcar

O recuo nas cotações observado na sessão é considerado um movimento pontual de correção após altas recentes. Ainda assim, os fundamentos seguem positivos, sustentando a trajetória de recuperação do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida por etanol, influência do petróleo e oferta consistente deve continuar direcionando os preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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