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Brasil e Reino Unido trocam experiências sobre modelos de negociação de preços

Foto: Guilherme Santana/MS

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Representantes do Ministério da Saúde e do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), do Reino Unido, estiveram reunidos em Brasília nesta semana para debater as experiências da incorporação e negociação de preços no âmbito do Reino Unido, com discussões de aplicações no Sistema Único de Saúde (SUS).

A oficina foi proposta pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS) e integra a cooperação firmada com o NICE em dezembro de 2025. Participaram o Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS/SCTIE/MS), que exerce a Secretaria-Executiva da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), e outras áreas do Ministério da Saúde envolvidas no tema. O objetivo foi discutir como a negociação de preços pode otimizar a avaliação de tecnologias em saúde (ATS).

No Reino Unido, a análise do NICE sobre o valor clínico e econômico de uma tecnologia orienta os acordos comerciais com as empresas. No Brasil, a Conitec já reúne, em cada processo, evidências de eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário. A troca de experiências busca ampliar o uso dessas informações na definição de preços, inclusive pelo recém-criado comitê de negociação de preços do SUS.

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Segundo a diretora do DGITS, Luciene Bonan, o intercâmbio permitiu conhecer experiências e desafios já enfrentados pelo NICE, que atua há mais de 25 anos com ATS.

“Foram dois dias em que o NICE fez uma oficina de simulação de negociação de preço e trouxe informações técnicas e práticas. Esses debates tiveram atividades práticas que apresentaram contribuições significativas para o aprimoramento das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde”, destacou Luciene.

O diretor do NICE Advice, Brad Groves, explicou que a parceria entre o instituto e o National Health Service (NHS), o sistema público de saúde inglês, é resultado de anos de colaboração. “Levamos um tempo para entrar no ritmo. Esperamos poder compartilhar um pouco das lições sobre como desenvolvemos essas diferentes equipes e como elas trabalham juntas agora”, ressaltou.

Já o diretor associado da Equipe de Ligação Comercial do NICE, David Thompson, ressaltou a importância do desenho estratégico dos contratos de desconto. “Buscamos garantir que as negociações sejam baseadas em informações robustas e que os acordos firmados realmente funcionem para o processo de avaliação de tecnologias. Ou seja, que possam ser modelados matematicamente e demonstrem custo-efetividade”, salientou.

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Para Thompson, a negociação precisa andar junto com a avaliação. “O objetivo principal é garantir que a negociação comercial não interrompa os cronogramas de acesso, permitindo que a recomendação se transforme em benefício real na ponta para o paciente”, pontuou.

No primeiro dia, a programação incluiu o debate sobre critérios de triagem para selecionar os temas que vão à mesa de negociação, além de simulações sobre marcos regulatórios, prazos ideais de negociação e formas de contornar impasses comerciais com fornecedores. O segundo dia foi dedicado à modelagem e à implementação prática.

Priscila Leite
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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