A Prefeitura de Colíder chegou a oito serras rebaixadas na malha viária rural desde o início da atual gestão. A intervenção mais recente está sendo concluída pela Secretaria Municipal de Infraestrutura na Serra Pai Zezinho, na estrada do Confinamento Abacaxi Quebrado, onde máquinas modificaram o traçado e o nível da via para melhorar as condições de tráfego. O trecho recebeu corte do terreno, mais de três metros de aterro, drenagem e cascalhamento.
O serviço, de acordo com o prefeito Rodrigo Benassi, faz parte das intervenções realizadas em pontos considerados críticos das estradas rurais de Colíder. Ao reduzir a inclinação das serras, o município busca facilitar principalmente a circulação de veículos pesados utilizados no transporte de grãos e na atividade pecuária, além de melhorar o acesso das propriedades atendidas pelas vias.
Na Serra Pai Zezinho, a etapa final inclui a abertura de desaguadores, estruturas destinadas a retirar a água da pista e direcionar o escoamento das chuvas. A medida ajuda a reduzir erosões e danos ao leito da estrada, especialmente em trechos que passaram por movimentação de terra.
“Não estamos fazendo apenas um reparo na estrada. Houve uma mudança no próprio trecho da serra, com corte, rebaixamento, aterro de mais de três metros, drenagem e cascalhamento. É uma intervenção para corrigir um ponto que dificultava o tráfego e dar melhores condições a quem utiliza essa estrada todos os dias”, destaca Benassi.
OITO INTERVENÇÕES
Com a obra na estrada do Abacaxi Quebrado, chegam a oito os rebaixamentos executados desde o início da gestão. Antes da Serra Pai Zezinho, os trabalhos alcançaram as serras Cambará, na região da Cachoeira da Família, São Lourenço, Tratex, Doce Mel, Curva do Doceiro, Bobaginha e Gleba União.
Benassi explica que as intervenções variam conforme as características de cada local, mas têm como objetivo eliminar ou reduzir trechos de maior dificuldade de circulação. Em estradas utilizadas pelo setor produtivo, aclives e declives acentuados podem limitar o trânsito de caminhões carregados e tornar o deslocamento mais difícil, principalmente durante o período de chuvas.
O prefeito acrescenta que a escolha desses pontos leva em consideração a necessidade de melhorar a circulação nas comunidades rurais e nas regiões produtoras. “Colíder tem uma área rural que depende muito das estradas para movimentar a produção. Quando rebaixamos uma serra, resolvemos um problema estrutural daquele trajeto. O caminhão consegue passar com mais facilidade, o produtor ganha melhores condições para transportar a produção e toda a região atendida pela estrada é beneficiada”, explica.
DRENAGEM
Além da movimentação de terra, o trabalho na Serra Pai Zezinho contempla medidas para preservar as condições do trecho após o rebaixamento. A abertura dos desaguadores é uma dessas etapas, pois evita que a água das chuvas permaneça concentrada sobre a pista ou percorra longitudinalmente a estrada, situação que pode provocar erosões.
Depois da adequação do terreno, o cascalhamento completa a preparação da pista para o tráfego. A combinação dessas etapas busca aumentar a resistência do trecho e reduzir a necessidade de intervenções frequentes no mesmo ponto.
Para Benassi, o número de serras já rebaixadas mostra uma mudança na forma de enfrentar trechos historicamente difíceis da malha rural. “Há situações em que simplesmente patrolar ou cascalhar não resolve. É preciso mexer na estrutura da estrada. Foi o que fizemos nesses pontos e é o que estamos concluindo agora na Serra Pai Zezinho. A intenção é continuar identificando trechos onde esse tipo de intervenção seja necessário”, completa o prefeito.
Redação: Assessoria























