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Mercado mantém projeções de inflação e ajusta previsões para PIB e câmbio

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Os analistas consultados pelo Banco Central mantiveram suas projeções para a inflação deste ano e de 2025, enquanto a expectativa para o crescimento econômico do próximo ano sofreu um leve ajuste para baixo. Já para 2026, as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação permaneceram inalteradas, conforme apontou a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira.

O levantamento semanal, que reflete a percepção do mercado sobre indicadores econômicos, revelou que a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final deste ano segue em 5,65%, repetindo a estimativa da pesquisa anterior. Esse índice havia sido elevado pelos analistas por 19 semanas consecutivas em determinado momento do ano. Para 2026, a previsão de inflação se manteve em 4,50%.

O Banco Central persegue uma meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

No que diz respeito ao crescimento econômico, a projeção para o PIB brasileiro em 2025 foi reduzida de 1,98% para 1,97%, enquanto a expectativa para 2026 permaneceu estável em 1,60%.

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As previsões para a taxa básica de juros também não sofreram alterações. A mediana das projeções para a Selic em 2025 segue em 15,00%, mantendo-se inalterada pela 12ª semana consecutiva. Para 2026, a taxa projetada continua em 12,50%.

A estabilidade nas projeções ocorre após a divulgação do Relatório de Política Monetária do Banco Central na última semana. O documento indicou uma revisão negativa no crescimento econômico esperado para 2025, que passou de 2,1% para 1,9%. Além disso, o BC destacou que, em seu cenário de referência, a inflação deverá permanecer acima do limite da meta ao longo de 2025, com queda projetada apenas a partir do quarto trimestre. O relatório apontou uma inflação acumulada em 12 meses na faixa de 5,5% a 5,6% nos três primeiros trimestres deste ano, caindo para 5,1% no final de 2024.

O mercado também avaliou os dados do IPCA-15 de março, que mostrou desaceleração maior do que a esperada, apesar da pressão inflacionária vinda do aumento nos preços dos alimentos. Ainda assim, a taxa em 12 meses atingiu o nível mais alto dos últimos dois anos, mesmo diante do ciclo de alta de juros promovido pelo Banco Central.

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Outro ponto de atenção dos investidores tem sido as declarações de integrantes do governo sobre possíveis medidas para conter a inflação dos alimentos, considerada estratégica para a trajetória geral dos preços.

No câmbio, a pesquisa Focus registrou um leve ajuste na projeção para o dólar em 2025, com a cotação estimada passando de R$5,95 para R$5,92. Para 2026, a expectativa permaneceu em R$6,00. A moeda norte-americana acumula uma desvalorização de 6,74% frente ao real no ano, impulsionada por um movimento de correção após a forte alta registrada no final de 2023 e pela incerteza em relação às políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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