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Ministério da Saúde inicia maior edição do Vivências no SUS com participação de 9 mil estudantes

Foto: Walterson Rosa/MS

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O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (8), a maior edição já realizada do Programa Nacional de Vivências no Sistema Único de Saúde (VER-SUS). A cerimônia ocorreu no auditório do Campus Darcy Ribeiro, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e marcou o início das atividades que irão mobilizar cerca de 9 mil estudantes de graduação, da educação profissional técnica de nível médio e residentes em saúde de todo o país.

A iniciativa contempla 300 projetos e 3 mil equipes de trabalho em parceria com a Associação Rede Unida e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Esta é a edição de maior alcance desde que o programa passou a integrar oficialmente a política de educação na saúde da pasta, em 2023. O foco central é o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da qualificação profissional e do incentivo à produção de conhecimento científico aplicado às realidades locais.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o VER-SUS oportuniza aos alunos da saúde conhecer a realidade dos serviços e ganhar experiência acompanhados de docentes da área. “Eles participam de atividades, da dinâmica da comunidade, da realidade, da gestão da saúde, passando a ter essa vivência nos territórios. É uma realidade que não vêm nos livros. Isso transforma esses estudantes em profissionais mais experientes”. Ainda segundo o ministro, o contato direto com o SUS possibilita aos educandos propor protocolos de estudos, projetos de pesquisa, além de intervenções para melhorar a realidade da saúde local.

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De acordo com o coordenador-geral da Rede Unida, Alcindo Ferla, o programa tem a importância de disseminar uma educação permanente e participativa. “Essa onda de vivências, ao mesmo tempo, vai nos ensinando a produção de saúde nos territórios e ocupa as universidades, ativando a ideia da educação permanente como atualização, como desenvolvimento do trabalho. Assim, vamos colocando cada vez mais visibilidade em segmentos e territórios que a gente naturalizou como invisíveis”, disse.

O representante da OPAS no Brasil, Cristian Morales, afirmou que a entidade apoia a realização do programa como uma iniciativa fundamental para fortalecer as políticas públicas de integração entre ensino e saúde. “Esta iniciativa reafirma nosso compromisso em promover uma educação conectada, capaz de atender com excelência a complexidade do SUS e as reais necessidades do povo brasileiro.”

Integração ensino e serviço

Conforme o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, o Vivências no SUS tem se firmado como um dos projetos de maior integração entre a formação das profissões da saúde e o sistema público de saúde em cada território. “Esse é um objetivo proposto pelas políticas públicas de educação na saúde no Brasil desde os anos 2000, que vem orientando a diretriz de mudança no ensino das profissões em atuação no sistema de saúde, fundamental para qualificar nossos profissionais para atuarem melhor nos territórios”, destacou.

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Os projetos selecionados são caracterizados pela vivência no SUS em acordo com as realidades locais, com capacidade pedagógica de gerar reflexões e ampliar o conhecimento dos estudantes e residentes sobre a organização e o funcionamento do SUS em cada território. Dessa forma, a iniciativa promove uma imersão crítica que transforma o aprendizado teórico em soluções práticas para os desafios cotidianos da rede pública.

Histórico do programa

Reconhecido pela OPAS como uma das principais ações de integração entre educação e saúde no Brasil, o Vivências no SUS tem como objetivo fortalecer a formação de futuros profissionais da saúde, estimulando o trabalho em equipe, a equidade, o cuidado integral e a participação social. As atividades buscam aproximar os estudantes da realidade do Sistema Único de Saúde e contribuir para o aprimoramento dos modelos de atenção e gestão em saúde nos territórios ao integrar instituições de ensino aos sistemas locais e regionais de saúde.

Em mais de duas décadas de história, o programa mobilizou aproximadamente 70 mil estudantes. No 1º semestre de 2025, foram realizadas 7 vivências regionais de formação de facilitadores, totalizando 333 formados e um total de 458 pessoas envolvidas. Esses facilitadores agora atuam como multiplicadores em seus territórios, fortalecendo a integração entre o ensino acadêmico e a rotina prática das unidades de saúde.

Nádia Conceição
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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