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Na COP15, Espaço Brasil inaugura programação com foco na proteção de baleias do Atlântico Sul

Inauguração do Espaço Brasil teve a presença da ministra Marina Silva e do presidente da COP15, João Paulo Capobianco. - Foto: André Bittar/MMA

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A programação do Espaço Brasil na 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS, na sigla em inglês) teve início nesta segunda-feira (23/3) com debates centrais sobre a proteção de rotas, habitats e áreas críticas para espécies migratórias. O destaque do dia foi a articulação em torno do recém-criado Parque Nacional Marinho do Albardão (RS), peça-chave para a segurança das baleias no Atlântico Sul.

A ministra Marina Silva ressaltou que a criação da unidade de conservação (UC) é um ativo estratégico que materializa os compromissos discutidos internacionalmente. “A criação do Parque Nacional do Albardão é peça fundamental dentro das políticas do Governo do Brasil para a conservação da biodiversidade. Unidades de conservação como esta são estratégicas para a segurança das espécies migratórias e reforçam o compromisso do país com metas de conservação de longo prazo discutidas aqui na COP15”, afirmou a ministra.

O protagonismo brasileiro na defesa de santuários marinhos foi reforçado pelo presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, que destacou a mobilização em torno do Plano de Ação para as Baleias do Atlântico Sul.

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“O Governo do Brasil mantém uma defesa intensa da proposta na Comissão Baleeira Internacional (CBI) e, apesar de pequenos entraves remanescentes, há uma forte mobilização multinacional para garantir a aprovação definitiva do santuário em um futuro próximo”, declarou. O CBI é o órgão intergovernamental global encarregado da conservação e da gestão da caça às baleias.

O chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade do MMA, Carlos Eduardo Marinello, explicou que o Espaço Brasil cumpre a função de vitrine das soluções nacionais. “O espaço foi concebido para reunir experiências e iniciativas relacionadas à realidade brasileira no âmbito da COP15, complementando os eventos paralelos e ampliando a visibilidade das nossas ações de conservação”, pontuou.

O debate sobre os grandes cetáceos ocorreu em um momento simbólico. Criado em 6 de março, o Parque Nacional do Albardão protege ecossistemas marinhos estratégicos e fortalece a conectividade em uma região vital para o descanso e reprodução de espécies ameaçadas. De acordo com o MMA, a UC foi desenhada para proteger os ambientes mais sensíveis do litoral sul, reduzindo pressões sobre espécies migratórias, enquanto a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão ordena o uso sustentável, compatibilizando a conservação com a pesca artesanal local. As UCs ficam localizadas no Rio Grande do Sul.

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Clima, pesca e segurança alimentar na Amazônia

A programação do Espaço Brasil nesta segunda-feira (23) também deu voz aos desafios do Norte do país com o painel sobre vulnerabilidades da dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e da piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii). O debate conectou a conservação dos grandes bagres amazônicos de rota longa, que realizam a maior migração de água doce do mundo, à segurança alimentar e economia regional.

O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, alertou que impactos como desmatamento e hidrelétricas estão rompendo ciclos milenares. “A falta de previsibilidade nos regimes de chuva compromete a produtividade pesqueira e gera graves consequências socioeconômicas para as comunidades que dependem dessa atividade”, disse.

Acesse a programação completa do Espaço Brasil neste link.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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