Pesquisar
Close this search box.
Pesquisar
Close this search box.

Senadores vão se reunir com ministro da Educação para discutir decreto das Apaes

publicidade

Deve ser decidido na semana que vem o destino do decreto do governo que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Decreto 12.686, de 2025). O decreto, editado em outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem recebido críticas de senadores, que buscam sustar seus efeitos.

O senador Flávio Arns (PSB-PR), que apresentou projeto de decreto legislativo para derrubar o decreto governamental, tem pedido a inclusão do texto (PDL 845/2025) na pauta do Plenário. Para ele, a norma federal representa um retrocesso, ao transformar em obrigatoriedade a atual preferência pela inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares. Na visão do senador, essa regra tira o direito de escolha das famílias.

—  Eu tenho filho com deficiência, que infelizmente faleceu dois anos atrás, e minha esposa e eu sempre decidimos o que era melhor para ele, mais importante, numa consideração de variáveis. Isto está claro: a decisão soberana da família, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos — disse Arns na sessão do Plenário desta quarta-feira (5).

Leia Também:  Comissão de Saúde debate atualização de normas para terapia nutricional

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou ter conversado com o ministro da Educação, Camilo Santana, na busca de um entendimento para evitar a derrubada total do decreto governamental. Ele pediu aos senadores que aguardassem uma reunião com o ministro para discutir o que pode ser modificado no texto.

— O ministro Camilo Santana, querido senador Flávio [Arns], está aguardando (…) para se sentar com Vossa Excelência e com todos aqueles atores que desejarem participar dessa reunião e me pediu encarecidamente, como colega senador [licenciado], que nós pudéssemos aguardar essa última conversa, essa última mesa de negociação, essa última busca de diálogo e de entendimento em relação à decisão do decreto — disse Davi.

A reunião deve contar também com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta, já que o projeto de decreto também terá de passar pela Câmara, caso seja aprovado pelo Senado. Como Motta está em missão fora do Brasil, o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), pediu aos colegas “paciência” para que a reunião seja feita no início da próxima semana.

Leia Também:  Comissão aprova prioridade para processos de crime contra criança

O PDL tem o apoio de grande parte dos senadores. Além de Flávio Arns, outros 51 senadores assinaram o requerimento de urgência para a votação.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade