Termina nesta quinta-feira (11/6), em Manaus (AM), a última edição do projeto Caravanas de Inovação em 2026, uma iniciativa da Advocacia-Geral da União (AGU) para impulsionar a cultura de inovação na advocacia pública brasileira e a busca por soluções de problemas comuns às gestões de procuradorias estaduais e municipais. Com a etapa do Amazonas, o projeto chega à sétima unidade da federação, contemplando todas as regiões do país e alcançando mais de 2,5 mil pessoas. A pausa nos eventos se explica pelo início do período de defeso eleitoral, que terá início no dia 4/7.
As Caravanas são conduzidas pelo Laboratório de Inovação (Labori) da AGU. Coordenador do Labori, o procurador federal Bruno Portela registra que as caravanas “levam, acima de tudo, cultura organizacional inovadora” para a advocacia pública brasileira. A primeira edição aconteceu em Fortaleza (CE), em maio de 2025, e contou com a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias. Desde lá, foram proferidas 170 palestras, entre fases virtuais e presenciais; apresentados 39 desafios; e assinadas 23 parcerias. Além do Ceará e Amazonas, as Caravanas passaram por Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Portela explica que os eventos focam em compartilhar conhecimentos de marcos legais de ciência, tecnologia e inovação, incluindo legislação das startups, e de tecnologias emergentes, como inteligência artificial. Além disso, as Caravanas são um vetor para nacionalizar boas práticas. “Nós estamos construindo uma rede que vai trabalhar a verticalização de soluções inovadoras pra toda advocacia pública brasileira”, revela o coordenador do Labori.
A coordenadora de orçamento e finanças da Pró-reitoria de Assistência Estudantil da Universidade do Estado da Bahia (Praes/Uneb), Marina Shibasaki Santedicola, foi uma das 2,5 mil pessoas capacitadas pelo projeto do Labori.
“Participar das Caravanas e de suas oficinas, construindo o pitch final do desafio foi um divisor de águas. Mergulhar nos problemas públicos reais é uma experiência única. Aprendi que a clareza do problema público é o que dá sentido ao nosso trabalho técnico. Essa jornada foi, acima de tudo, um exercício de humildade e colaboração. É um aprendizado que vou levar para cada fluxo e cada processo que eu gerir daqui para frente”, conta a gestora.
Amazonas
A edição da Caravanas no Amazonas se iniciou, em formato virtual, no dia 19/5, com três encontros. A fase presencial, por sua vez, está sendo realizada na capital Manaus nesta quarta e quinta-feira (11/6). Mais de 300 pessoas participam das atividades.
O evento conta com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti), Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas (PGE/AM), Procuradoria-Geral do Município de Manaus (PGM), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).
Um dos inscritos é o secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas. Para o gestor, “estimular a cultura da inovação e o compartilhamento de soluções nessa área é primordial para que os avanços se transformem em excelência na prestação de serviços, para o bem de todos”.
O procurador federal e coordenador do Labori, Mauro Chaves, por sua vez, registra que “é uma satisfação realizar em Manaus a primeira edição das Caravanas de Inovação na Região Norte, espaço para compartilhar experiências, identificar desafios locais e construir soluções inovadoras que atendam às necessidades da sociedade amazonense”.
Perspectivas
Para o próximo período, Portela explica que o Labori busca consolidar seu impacto no setor com as plataformas “Desafio de inovação” e “Inova+”. Além disso, a AGU, enquanto Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), deve ampliar as alianças estratégicas com toda a advocacia pública brasileira.
Outra ação é o programa “Labori na base”, que tem a missão de escutar quem está na linha de frente da AGU para conhecer a realidade local, seus desafios e soluções. A iniciativa é dividida em duas fases, uma preliminar virtual e, em seguida, uma presencial.
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
Fonte: Advocacia-Geral da União

























