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MDA apresenta aos países do BRICS políticas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar no país

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Em painel voltado à troca de experiências entre os países que fazem parte do Grupo de Trabalho de Agricultura do BRICS 2025, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF), apresentou as políticas públicas desenvolvidas pela pasta nos âmbitos do fortalecimento da agricultura familiar, dos desafios relacionados às mudanças climáticas, da produção de alimentos e do combate à fome. A sessão, que aconteceu na tarde de ontem durante a primeira reunião presencial do GT, contou com a contribuição do secretário da SAF, Vanderley Ziger.

Ao falar sobre a produção de alimentos no campo, Ziger mencionou a relevância da agricultura familiar no Brasil e falou sobre a prevalência da atividade no contexto rural. “Nós estamos falando aqui que, dos 3,9 milhões de propriedades rurais, 2,9 milhões são de agricultura familiar. O importante é que, de toda a agricultura brasileira, 77% dos produtores estão nessa caracterização de agricultura familiar”, disse.

O secretário também elencou as principais políticas públicas desenvolvidas pelo ministério que apoiam, fortalecem e impulsionam a oferta de alimentos produzidos por agricultores e agricultoras familiares. Ziger destacou as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), segundo as quais 30% de toda a alimentação consumida nas escolas são produzidos pela agricultura familiar. “Nós temos um investimento de mais de US$ 1 bilhão anuais que são colocados para essa política de consumo de alimentos saudáveis nas escolas”, explicou.

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Ele também falou aos representantes dos países membros do BRICS sobre as políticas públicas voltadas para o acesso facilitado ao crédito subsidiado, com taxas de juros adequadas para melhorar a produção rural nas regiões brasileiras, incluindo o financiamento para aquisição de máquinas e novas tecnologias no campo.

“Todos os anos nós crescemos, em média, 10% no volume de crédito ofertado para que as regiões possam estimular os seus sistemas de produção. Nós entendemos que todas as regiões devem ser desenvolvidas com o financiamento, crédito rural e assim por diante, nunca deixando de lado o tema ambiental”, disse. “Existe um financiamento para a tecnificação e modernização para que esse campo possa ser, além de produtivo, cada vez mais moderno e possa avançar na produção de alimentos”, completou o secretário.

A reforma agrária foi abordada pelo secretário ao falar do Programa Terra da Gente, que organiza diversas formas de obtenção e destinação de terras próprias para produção, bem como as políticas públicas de incentivo à participação das mulheres e da juventude no campo e a participação social. Vanderley reforçou, ainda, a importância de reconhecer o papel da agricultura familiar na construção dos agroecossistemas, destacando como esse modelo de produção contribui diretamente para a preservação da biodiversidade. “Temos uma grande bandeira aqui, que é produzir alimentos mais saudáveis e, acima de tudo, trabalhar com a geração de renda e o desenvolvimento dos territórios”, finalizou.

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Foto: Mariana Cardoso

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

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