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Programa Esperança Garcia é divulgado em evento das Nações Unidas

Programa foi tema de apresentação em evento em Genebra - Foto: Divulgação

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A Advocacia-Geral da União, por meio da Assessoria de Diversidade e Inclusão da AGU, participou, nesta quarta-feira (15/4), de um encontro em comemoração ao 25º aniversário da Declaração de Durban, documento da Conferência das Nações Unidas que estabeleceu compromissos para prevenir, combater e erradicar o racismo e a xenofobia. A reunião fez parte da 5ª sessão do Fórum Permanente de Pessoas Afrodescendentes da Organização das Nações Unidas.

No encontro, a assessora Especial de Diversidade e Inclusão da AGU, Cláudia Trindade, falou da experiência da AGU com o Programa Esperança Garcia, uma iniciativa concreta de promoção de inclusão, memória e acesso à justiça.

Segundo Cláudia, diferente de outras propostas de inclusão na administração pública, o Esperança Garcia vai além da promoção da meritocracia e das reservas de cotas. “Percebemos que há um problema de letramento na questão da ascensão do negro. Entendemos que a questão racial tem camadas que vão além do preconceito, como a dificuldade econômica e até de mentalidade do próprio aluno, que, muitas vezes, não consegue, sequer, se imaginar atuando em espaços de poder”, disse.

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Criado em 2023 em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Programa concede bolsas de estudos, acompanhamento psicológico e mentoria para estudantes de direito que queiram ingressar na carreira jurídica ou da advocacia pública. Segundo Cláudia, a soma da ajuda de custo e o acompanhamento de especialistas e técnicos, é essencial para vencer barreiras específicas desses grupos.

“São pessoas muito pobres, sem formação adequada e que precisam de uma atenção especial para vencerem barreiras muitas vezes invisíveis”, explicou a assessora, que admitiu que, no início do Esperança Garcia, não acreditava na aprovação dos alunos. “Nossa expectativa inicial não era tanto a aprovação, mas o acesso a um ambiente de motivação e incentivo aos alunos”, disse.

O programa atraiu três mil candidatos, selecionou 130 bolsistas e conseguiu aprovar seis alunos em concursos como o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e do Ministério Público da União (MPU). Outros foram admitidos na 1ª e 2ª fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e conquistaram o título de advogado.

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“Essa experiência é um orgulho para todos da AGU. Ele inspirou outros órgãos da administração pública a seguirem nossos passos e transformou a vida de todos que participaram do projeto. Agora, nosso desejo é que o Esperança Garcia siga nos próximos anos”.

Além de Trindade, participaram do encontro o secretário de Políticas e Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do ministério da Igualdade Racial, o diretor do Instituto Peregum, Douglas Belchior e a Gerente de Projetos Internacionais da Associação de Mulheres Afro-Colombianas, Shari García.

Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU

Fonte: Advocacia-Geral da União

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