Começa nesta terça-feira (23), em Brasília, a 1ª edição do Seminário Internacional de Ouvidorias, iniciativa da Rede Nacional de Ouvidorias (Renouv) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR). Ao longo de três dias, o encontro reunirá ouvidores, gestores públicos, especialistas nacionais e internacionais e representantes de diferentes instituições para discutir os desafios e caminhos para impulsionar uma atuação cada vez mais efetiva, estratégica e cidadã das ouvidorias públicas.
Com o tema “Ouvidoria pública: do acolhimento à transformação social – desafios e caminhos para uma atuação mais efetiva e cidadã”, o seminário marca o momento de uma mudança de paradigma na atuação das ouvidorias no Brasil.
Mais do que canais de escuta, as ouvidorias vêm ampliando sua capacidade de gerar conhecimento, orientar decisões, avaliar políticas públicas e contribuir para a melhoria dos serviços oferecidos à população. A proposta do evento é justamente evidenciar esse potencial e aumentar a visão de que as ouvidorias são estruturas capazes de produzir entregas técnicas e impacto concreto na vida dos cidadãos brasileiros.
Para a ouvidora-geral da União, Valdirene Paes de Medeiros, o seminário representa a consolidação dessa transformação. “As ouvidorias passam a ser reconhecidas como espaços estratégicos, capazes de transformar as manifestações dos cidadãos em aprendizado institucional e melhoria de políticas e serviços, agregando valor à gestão pública”, afirmou.
Para ela, ao promover a atividade, a CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), reafirma seu papel como órgão central na indução e coordenação dessa mudança por meio de uma atuação orientada por resolutividade, compreendendo cada manifestação como uma evidência social capaz de revelar padrões, orientar decisões, aprimorar serviços e aproximar o Estado das pessoas. “A ideia é simples, mas fundamental: quando o Estado escuta melhor, ele aprende mais, decide melhor e entrega resultados de qualidade para a sociedade, confirmando a dimensão democrática das ouvidorias como espaços em que a participação social se converte em real aperfeiçoamento da ação pública“, reforçou Valdirene.
A programação foi organizada para percorrer a chamada “jornada da manifestação”, desde o primeiro contato do cidadão com a ouvidoria até o uso estratégico das informações geradas para aprimorar a gestão pública.
Nesta terça (23), o seminário contará com cerimônia e palestra de abertura, seguidas do painel “Escutar, acolher, incluir: ouvidorias na promoção da equidade e do acesso ao Estado”, que abordará o papel das ouvidorias no aumento do acesso a direitos e na construção de respostas mais inclusivas.
Nos momentos seguintes, os debates avançam para temas como governança, integridade pública, fortalecimento institucional das unidades de ouvidoria, tratamento das manifestações e resolutividade. A programação inclui ainda discussões sobre experiências concretas de melhoria de serviços públicos, qualidade das respostas ao cidadão, atuação em rede, inteligência coletiva e uso estratégico de dados para subsidiar decisões.
O encerramento será dedicado à reflexão sobre a ouvidoria do futuro, que se torna cada vez mais tecnológica, inovadora e humana, destacando que escutar continua sendo essencial, mas que transformar a escuta em melhoria concreta para a sociedade é o que define o papel das ouvidorias públicas no Estado contemporâneo.
O Seminário Internacional de Ouvidorias poderá ser acompanhado presencialmente em Brasília, para quem realizou já realizou inscrição presencial, ou de forma online pelo canal da CGU no YouTube. A participação, em ambos os formatos, dará direito à certificação.
Oficinas
Após o término do seminário, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, serão realizadas três oficinas online com transmissão pelo canal da CGU no YouTube. As atividades serão abertas a todos os interessados e não exigem inscrição prévia. A programação inclui as oficinas “Guia de Ouvidorias com perspectiva racial”, “Oficina Rede Escuta Brasil” e “Letramento em gênero, raça, etnia e diversidade para ouvidorias“. Os participantes que registrarem presença por meio do formulário disponibilizado durante cada atividade receberão certificado de participação.
Fonte: Controladoria-Geral da União






















